ATENÇÃO!
Amigos, o Blog da Comunicação mudou! Agora temos um site próprio que ainda está em fase de testes, mas com alguns post e informações no ar. Novos nomes foram acrescentados e no dia 1º de junho faremos nossa estréia na web. Para visualizar o novo Blog da Comunicaçã, acesse: www.blogdacomunicacao.com.br
Nos vemos lá. Um grande abraço.
James Freitas e Guilherme Freitas
Escrito por Gui às 22h46
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HIPOCRISIA NO REVEZAMENTO DA TOCHA OLÍMPICA
por Guilherme Freitas
Lamentável. Isso é o mínimo que posso dizer a respeito deste tumultuado revezamento da tocha olímpica pelos quatro cantos do mundo. Uma tradição que tem como objetivo celebrar os Jogos e unir seus participantes através da festa do esporte, está sendo marcada pela hipocrisia e pelo “terrorismo” este ano. Sim, terrorismo, ou é pouco o que algumas potências ocidentais estão fazendo nesse rodízio.
Todo mundo sabe que a China é um dos países que mais crescem no mundo e que no futuro próximo poderá ameaçar a hegemonia americana. O mundo ocidental está com medo e quer frear esse crescimento, custe o que custar. Para isso, as grandes potências jogam sujam e usam os Jogos de Beijing como argumento que os chineses não respeitam os direitos humanos. Os problemas e conflitos no Tibete tomaram status mundial e muitos manifestantes estão dispostos a atrapalhar o revezamento da tocha, que lamentavelmente teve sua quilometragem diminuída em algumas cidades devido aos protestos.
Não defendo a China neste artigo, pelo contrário, acho que o governo chinês deve se explicar ao mundo sobre os abusos cometidos no Tibete e sobre as armas que são enviados para Darfur, no Sudão, que produzem um sangrento conflito armado no pobre continente africano. Porém, não acho justo usar um evento como os Jogos Olímpicos para fazer com que a China se explique ao mundo pelas barbaridades que comete. Acredito que esses protestos mundiais só ocorrem por causa dos Jogos. Se a Olimpíada fosse em outro lugar haveria comoção mundial pelo Tibete? Caso os Estados Unidos fossem a sede, haveria protestos pelo fim da Guerra no Iraque? Aposto que não.
“Fazemos esporte e não política”, já cansou de dizer o presidente do COI, Jacques Rogge. Isso era mesma coisa que dizia o brasileiro João Havelange, quando estava à frente da FIFA, em momentos de pressão. Esporte é algo completamente diferente da política, mas sempre que um grande evento esportivo ocorre, acontecem manifestações políticas. Em 2000, durante os Jogos de Sydney foi a causa aborígine.
Pior é que os atletas estão se envolvendo nesta questão, graças a declarações de alguns dirigentes e políticos como, o presidente francês Nicolas Sarkozy, que já disse que vai boicotar a cerimônia de abertura. E foi na França de Sarkozy que ocorreu um dos momentos mais patéticos e lamentáveis do revezamento da tocha. A atleta chinesa paraolímpica Jing Jing foi atacada por manifestantes em sua cadeira de rodas quando desfilava com a tocha. Sarkozy, que enfrenta queda de popularidade, enviou até uma carta de desculpas.
Alguns atletas chegaram a afirmar que poderiam não participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em forma de protesto. Um deles foi o nadador francês Alain Bernard, que cogitou aderir ao boicote logo após o Campeonato Europeu de natação. Pois bem, gostaria de questionar Bernard e outros atletas europeus que ameaçam não estar na cerimônia de abertura.
Ao invés de ficar fora dos Jogos por apenas um dia, porque não boicotar a Olimpíada inteira? Porque não sacrificar anos e anos de treinamento pela causa “Free Tibete”? Será que os atletas e dirigentes fariam isso? Será que eles conheciam a conturbada relação histórica entre Tibete e China antes dos Jogos? Será que estão dispostos a não ir até Beijing por esta causa? Eu duvido muito e espero que tocha possa cruzar o mundo em segurança e possa brilhar em Beijing durante os Jogos Olímpicos.
Uma cena triste: a tocha apagada em Paris
Crédito: Associated Press

Escrito por Gui às 18h38
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Notas pós-clássico:
Por James Freitas
Classificação palmeirense é justa pelo jogo de domingo, dentro das quatro linhas prevaleceu a técnica do Palmeiras após falha de Rogério Ceni.
Erro fatal I – A arma fatal do tricolor para a classificação era a defesa e a maior estrela desta defesa falhou! Rogério tem crédito e não merece ser crucificado!
Erro fatal II – Muricy apostou na marcação por setor e o São Paulo não rendeu o esperado. Se o time jogou tão bem no Morumbi apostando em marcações individuais por que não fez o mesmo no último domingo, levando em consideração o agravante de jogar dentro da casa adversária.
Vergonha I: O episódio de gás de pimenta no vestiário do São Paulo durante o intervalo é algo repugnante! E mais repugnante ainda são os palmeirenses acusarem pessoas do próprio São Paulo pelo atentado.
Vergonha II: Curiosamente após o segundo gol do Palmeiras as luzes do Parque Antártica apagaram. Vale lembrar que todo o entorno do estádio continuou com iluminação normal. Junte esse episódio ao do spray de pimenta no vestiário, fatalidade?
Vergonha II: Federação Paulista de Futebol e seu presidente Marco Polo Del Nero por permitir que o jogo acontecesse no Palestra Itália, não lembro de nenhum incidente dessas proporções terem ocorrido na história do Morumbi. Nem nos confrontos mais árduos da Libertadores em estádios sem infra-estrutura notifiquei situação parecida! Uma lástima!
Síntese: Frase de Alex Silva, zagueiro do São Paulo, “Foi pior do que na várzea”
Aplausos: Atuação espetacular do goleiro Marcos, o ex-goleiro da seleção brasileira fechou o gol lembrando os tempos em que a torcida brasileira o chamava de “São Marcos”. A defesa do Palmeiras também fez um jogo seguro anulando Adriano.
Ponte aérea: Do Parque da Pimenta vamos direto para o Maracanã onde o Botafogo sagrou-se campeão da taça Rio e agora decide o estadual contra o Flamengo no próximo domingo. O time do técnico Cuca renasceu das cinzas após sucessivos fracassos, Parabéns Botafogo! Parabéns Cuca!

Escrito por Equipe Comunicado.zip.net às 10h34
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LIVERPOOL: A CIDADE DOS BEATLES
por Guilherme Freitas
No meu último dia em solo britânico, o Mundial de natação já tinha terminado. Decidi então acordar cedo e sair sem tomar o café da manhã do hotel. Tinha em mente pegar o trem das 8h para Liverpool e conhecer o máximo possível da cidade, já que às 16h tinha que estar no aeroporto fazendo o check-in para voltar ao Brasil. Caminhei cerca de 10 minutos até a estação de trem, comprei o ticket de ida e volta e embarquei rumo a Liverpool. Aos poucos o vagão foi lotando (era segunda-feira e horário de pico) e 50 minutos depois cheguei no meu destino.
Desci na estação Lime Street e assim que sai da estação levei um choque. Choque de frio. Liverpool é uma cidade litorânea e o centro da cidade é pertinho da beira-mar. Tinha sol, o céu estava claro, mas o vento que vem do mar é terrível. Corta a alma. Resolvi então bater perna pelas imediações da estação. Fotografei alguns prédios de arquitetura grega, como uma biblioteca e um museu de artes. Depois peguei meu mapa da cidade e me localizei. Tinha em mente ir até a Cavern Quarten, o quarteirão dos Beatles, onde havia o local do primeiro show do grupo.
Quando cheguei ao quarteirão dos Beatles, encontrei tudo fechado. Mesmo assim comecei a fotografar e conhecer os diversos pubs que estão localizados na Mathew Street. Até que dei de cara com a Cavern Club, o local onde Paul, John, George e Ringo começaram a formar o mito chamado The Beatles. A Cavern só abria às 11h e como eram ainda 9h30 decidi bater perna pela região. Visitei uma livraria, comprei uma revista, tomei um café. O tempo passava devagar. Decidi ir até o Liverpool FC e voltar depois. Quando voltei a Cavern estava aberta e pude entrar no mitológico pub. O local é bem pequeno e apertado, porém histórico. Comprei uma lembrança para o meu pai (fã dos Beatles) e fui me embora.
O Liverpool FC é um dos clubes mais populares da Europa. Dono de cinco títulos da UEFA Champions League, os Reds têm uma torcida fanática e fiel. Quando cheguei até o estádio do clube, o Anfield Road, me deparei com dezenas de torcedores do clube comprando ingressos para jogos e estrangeiros fazendo o tour pelo estádio e museu. Primeiro fui a loja para comprar uns presentes para o meu irmão que torce pelos Reds. Depois paguei £ 5 (R$ 17,00) para visitar o museu, que é bem menor do que o do Manchester United. Porém o clube é muito vitorioso e vídeos com feitos históricos passam direto nas TVs dentro do museu. Como havia uma excursão escolar não deu pra conhecer o estádio. Fica para a próxima.
Depois de visitar poucos pontos de Liverpool (espero voltar um dia) fui correndo para a estação de trem e consegui embarcar no horário que tinha previsto para voltar a tempo. Antes deu tempo de comer um lanche na estação e ver o famoso trem bala, que percorre os 300 km de distância de Liverpool a Londres, em menos de 3 horas. Assim que voltei para Manchester, corri para o hotel, arrumei a mala, tomei um banho e chamei um táxi para me levar ao aeroporto. A viagem para a Inglaterra chegou ao fim. “Goodbye and see you England”.
A cidade de Liverpool é linda

Os portões do Anfield Road

Aqui nasceram os Beatles: Cavern Club

Para mim, a torcida mais fanática do Reino Unido...

Escrito por Gui às 23h29
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UM RESUMO DO MUNDIAL DE CURTA
por Guilherme Freitas
O 9º Campeonato Mundial foi realmente impressionante. Ninguém dava bola para a competição, disputada poucos meses antes das Olimpíadas e em piscina curta. Porém, o que se viu nos cinco dias de competição na piscina provisória da MEN Arena foi algo surpreendente. Eu apostara que a competição teria alguns recordes mundiais, mas não esperava uma avalanche. Ao todo, foram 18 recordes mundiais, 23 de campeonato, 85 continentais e outras centenas de marcas pessoais. Manchester-2008 entrou para a história como o maior Campeonato de piscina curta de todos os tempos.
A competição reuniu grandes astros das piscinas, como o americano Ryan Lochte e a nadadora do Zimbábue, Kirsty Coventry. Ambos foram eleitos os melhores do campeonato e juntos superaram sete recordes mundiais. Tive o prazer de conversar com os dois. Kirtsy me concedeu uma entrevista muito legal que foi publicada no site (Best Swimming) e depois elogiada. Que bom. Ryan é um cara que parece ser arrogante (como a maioria dos americanos), mas se mostrou muito simpático para conceder entrevistas. O americano vai ser uma das grandes pedras no sapato, ou maiô, de Thiago Pereira nos Jogos de Pequim. Lá também pude entrevistar grandes candidatos a medalha de ouro na Olimpíada, como a holandesa Marleen Veldhuis e o italiano Filippo Magnini. Participei de entrevistas coletivas com o presidente da FINA, Mustapha Larfaoui e com o bicampeão olímpico Grant Hackett. Com poucos atletas, o Brasil passou em branco.
Lá no Mundial pude conferir também como são montadas as estruturas do chamado primeiro mundo. Como é possível montar duas piscinas de tamanha oficial, em uma arena multiuso com capacidade para 21 mil pessoas, fazendo parecer que estamos em um verdadeiro parque aquático? É realmente impressionante a capacidade que os europeus conseguem fazer coisas deste tipo. Lá também pude fazer matérias investigativas, procurando um LZR (o novo maiô que é responsável por 95% dos recordes mundiais quebrados em 2008) para comprar. Fiz-me passar por nadador e quase consegui um maiô com o pessoal da Speedo para competir.
A experiência de ter feito uma cobertura de um evento mundial e fora do meu país é algo muito legal para o currículo profissional e para a vida pessoal. A sensação de estar em um lugar ao lado de grandes nomes do esporte e de outros grandes jornalistas, só me motiva a continuar batalhando para cobrir mais e mais eventos como este. O lance da vida pessoal é que em outro país, nos sentimos como se estivéssemos em outro planeta. Comida, idioma, costumes e dinheiro diferentes, tudo para aumentar as dificuldades. Mas o fato de se virar lá é muito gratificante após você conseguir se adaptar lá. Em poucos dias me adaptei a Manchester (menos ao frio). Que venham mais competições como esta. O México que me espere em julho!
Abaixo a piscina do Mundial de curta

Aqui a confortável sala de imprensa

Geladeira só para jornalistas, com muito suco de tomate, refri japonês e claro, toneladas de Yakult

Escrito por Gui às 23h17
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MAIS PONTOS TURÍSTICOS DE MANCHESTER
por Guilherme Freitas
Amigos, continuo aqui a narrar minha visita a cidade de Manchester. Depois de visitar lugares legais como o Manchester Museum, o Museu do Transporte e o Manchester United, chegou a hora de falar mais sobre essa bela cidade. Como já havia dito nos textos anteriores, Manchester é um lugar muito miscigenado. Nas esquinas você encontra com brancos, negros, árabes, indianos, chineses. E por falar nos orientais, Manchester concentra uma das maiores colônias chinesas da Europa. No centro da cidade existe uma China Town, com um Museu de Artes e com bons restaurantes, onde almocei algumas vezes.
Ainda no centro da cidade, existem pontos turísticos interessantes. Há o Manchester Arts Gallery, um museu similar ao MASP, com telas e obras clássicas de pintores e que não deu pra visitar. Existe também o Manchester Town Hall, uma construção gótica, um dos símbolos da cidade. Ao lado do prédio há uma loja de souvenir com os produtos e marcas registradas da cidade. No centro destaque também para o quarteirão da MEN Arena, onde foi realizado o Mundial de natação. Lá há a Catedral de Manchester (onde estão enterrados bispos), a estação de trem Victoria (de onde saem trens para todo o Reino Unido), o shopping center Manchester Arndale (com algumas lojas baratas) e o Printworks (recheado de restaurantes e da balada Pure, onde foi a festa de encerramento do Mundial).
Visitei um museu muito legal em um dos dias que estive lá. O Imperial War Museum of North, localizado próximo ao estádio do Old Trafford. O museu visto de fora parece um caça supersônico, devido a sua estrutura e arquitetura moderna. Dentro podemos acompanhar a história dos conflitos em que os britânicos se envolveram no século XX. Da I Guerra Mundial até a Guerra do Iraque, tudo está lá bem documentado e conservado, como cartas de soldados na II Guerra. Quando saí de lá fiquei com uma sensação ruim na cabeça. Porque os ingleses valorizam tanto a guerra? Para nós brasileiros, que nunca lutamos, é difícil de entender.
Outro ponto muito bonito de Manchester é o The Quays, onde há um rio que corta a cidade e nas suas margens há prédios modernos de vidros espelhados. No local podemos ver as construções e a paisagem da cidade, de um ângulo muito interessante, fazendo nos lembrar do Canadá ou da Austrália. O ruim lá é o vento forte e frio, já que tudo é aberto lá (quando você para no meio da ponte então...), parece que você vai congelar. Mas vale a pena visitar The Quays.
Para encerrar gostaria de falar sobre a população local. Durante os oito dias em que fiquei na cidade fui muito bem tratado e em nenhum momento sofri preconceito por ser estrangeiro, como outros compatriotas reclamam. Ao dizer que era brasileiro os ingleses ficaram interessados e saber como era o nosso país e que tinham muita vontade de visitá-lo. Porém, eles são frios e dificilmente puxam papo com você. O que impressiona nos britânicos é a pontualidade. Tudo começa no horário marcado. Os ônibus, o metrô e os trens saem no horário. Perdeu, tem que esperar o próximo, que às vezes demoram mais de uma hora. Apenas como comparação, nos pontos de ônibus podemos ver os horários de todos os ônibus que passam pelo local. Igualzinho aqui né?
O Imperial War Museum of North

A vista do The Quays

A antiga Victoria Station

O metrô da cidade de Manchester

O Manchester Town Hall

Escrito por Gui às 23h29
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UM MUNDO CHAMADO MANCHESTER UNITED
por Guilherme Freitas
Olá amigos, estou de volta ao Brasil e não pude mais escrever sobre a cidade de Manchester. Mas não foi por que não quis, e sim, por falta de tempo. Cobrir um Campeonato Mundial é estressante e muitas vezes cansativo, mas que é bom isso é. Depois de postar aqui textos e fotos de alguns lugares que visitei, chegou a hora de falar do Manchester United, essa potência esportiva.
Como tinha a tarde livre na maioria dos dias que ocorreu o Mundial, a competição era de manhã e a noite, tirava o período para passear e conhecer a cidade. Sai da MEN Arena e peguei o metrô até Old Trafford, bairro do Manchester. Desci na estação e caminhei por cerca de dez minutos até dar de cara com uma monstruosa construção. Era o estádio Old Trafford, uma obra gigante que impressiona pelo tamanho e pela beleza. A frente do estádio está a estátua de Sir. Matt Busby, campeão com time da UEFA Champions League em 1968 e sobrevivente do acidente aéreo de Munique em 1958. Uma verdadeira lenda.
Já tinha feito minha reserva para visitar o clube pela internet e assim que cheguei ao clube foi só dar o número e pagar as £ 10 (cerca de R$ 33,00) para fazer o tour pelo estádio e museu. Comecei pelo tour. O guia, um senhor muito engraçado, reuniu todo mundo. Tinha cerca de 30 pessoas, passando de famílias até pessoas de idade e de vários lugares do mundo. No meu grupo tinha japonês, americana, escocês, francesa e eu de brasileiro. Começamos o tour visitando as arquibancadas superiores do estádio. Sentamos lá e o guia nos explicou sobre a história do estádio e pudemos tirar fotografias.
Depois começamos a rodar pelos interiores do estádio. Primeiro vimos o túnel de Munique, uma homenagem pelas vítimas do acidente aéreo e depois entramos na sala de imprensa, onde os jogadores concedem entrevistas. Dali visitamos o vestiário do clube, onde estavam os uniformes e as camisas de cada jogador. Depois uma passadinha pelos corredores do estádio. Mas, o que me chamou atenção foi a área reservada aos familiares dos jogadores. Lá as famílias são acomodadas com muito luxo e depois seguem para área VIP. Há até um berçário, onde os filhos dos jogadores podem ficara acomodados e brincando. Igual ao Brasil né.
Por fim chegamos ao túnel por onde os jogadores entram. Fomos até a divisa do gramado, mas como na véspera teve jogo contra a Roma, não pudemos pisar no gramado, que estava sendo irrigado. Mas visitamos o banco de reserva do estádio, com assentos muito confortáveis, como todo estádio que tem assentos de plástico. A vista panorâmica do estádio é muito bonita. O Old Trafford tem capacidade para cerca de 70 mil pessoas e foi erguido em 1910.
O museu é impressionante. São taças e mais taças, com galerias de fotos intermináveis. Camisas da história do clube e de adversários (tinha autografada pelo Ronaldo Fenômeno) também estão lá. Vi até uma flâmula do Palmeiras, freguês do Manchester no Mundial de 1999. Por fim visitei a loja do clube, onde fiz algumas compras (humildes comparadas com a dos turistas chineses e japoneses, por exemplo). Depois de deixar o estádio e o clube é fácil de saber por que eles são tão ricos e organizados.
Abaixo as fotos do estádio do Old Trafford, visto por dentro e por fora, das camisas dos jogadores no vestiário e os inúmeros troféus no Museu.






Escrito por Gui às 18h15
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Batalha à vista
Por James Freitas
O clássico já começou! Antes mesmo do juiz colocar a boca no apito, dos jogadores entrarem em concentração e da torcida comprar os ingressos, os dirigentes já deram início a troca de farpas, algo que não sai da moda quando a assunto é decisão de campeonato.
No início dessa semana a Federação Paulista de Futebol, presidida pelo senhor Marco Polo Del Nero, anunciou que os dois jogos da fase semifinal entre Palmeiras e São Paulo seriam disputados no estádio do Morumbi. Pois bem, o Palmeiras (como é de direito) decidiu reivindicar o mando de jogo que lhe cabe para o interior já que na mesma data o presidente da federação havia mencionado o estádio alviverde (Palestra Itália) como um barril de pólvora.
Eis que na quarta-feira no instante em que a delegação do São Paulo viajava rumo a Santiago (CHI) a federação anunciou o jogo no estádio do Palmeiras.
Quanto a esse episódio só tenho a lamentar e a rezar para que nada de mal acontece nos dois jogos. Creio que é um ato irresponsável realizar um jogo dessa magnitude num estádio que não tem estrutura para abrigar adequadamente as duas torcidas, levando em consideração também o fato da proximidade do portão de entrada das duas torcidas. Creio que o jogo poderia muito bem ser disputado na Arena Barueri, que dota de boa infra-estrutura e localização. Agora é aguardar e torcer para que essa partida não passe da editoria de esportes para a de polícia!

Escrito por Equipe Comunicado.zip.net às 15h40
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MANCHESTER FANTÁSTICA!
por Guilherme Freitas
A cidade de Manchester é realmente interessante. Reúne diversos pontos culturais, como museus e teatros, hotéis modernos, livrarias enormes e construções no belo estilo europeu. Além disso, há muita miscigenação aqui com ingleses, árabes, indianos, chineses, africanos e outros, formando os cerca de 2,5 milhões de habitantes da cidade. A cidade está localizada no mapa bem no meio do Reino Unido, próximo a Escócia. Aqui o tempo é horrível, faz frio o dia inteiro (às vezes chove) e o sol aparece de forma tímida. Dá saudade do Brasil. E por falar em Brasil finalmente consegui falar um pouco de português, já encontrei meus amigos: o carioca Satiro Sodré e o português Pedro Adrega, além da seleção brasileira de natação.
Ontem visitei o Manchester Museum, um dos museus mais visitados e famosos da Europa. A estrutura do local é realmente impressionante. O museu está localizado dentro do campus da Universidade de Manchester, que conta com diversos prédios, museus, parques e até um centro aquático. O Museu é fabuloso, tem três andares e reúne um grande acervo cultural. Desde moedas antigas a múmias de faraós do Antigo Egito, passando por animais empalhados e peças antigas de cerâmica. Abaixo postei algumas fotos. Outro lado bom do museu é que para entrar não paga nada.
Hoje a tarde fui até o Greatest Manchester Museum of Transport. Localizado em um bairro periférico de maioria islâmica (Woodlands Roads), o museu é enorme e reúne diversos tipos de meios de transportes da cidade inglesa. Desde ônibus de dois andares a um vagão do atual metrô. Tudo sinalizado e bem conservado. Lá paguei £ 4,00 (cerca de R$ 13,00) para poder visitar e fotografar e depois comprei umas miniaturas de lembrança.
Também vou postar umas fotos da piscina do Mundial de natação. A arena foi totalmente adaptada para o evento e está perfeita. Confiram nas imagens abaixo. Amanhã tem mais passeio: o museu do Manchester United e um tour pelo estádio Old Trafford, um dia após o jogo contra a Roma pela UEFA Champions League. Hoje encontrei muitos torcedores na estação de trem indo para o jogo.
Abaixo uma múmia e uma ave empalhada no Manchester Museum


Ônibus antigos no Greatest Manchester Museum of Transport

Uma rua pacata em Woodland Roads

Aqui a vista da piscina do Mundial de natação e MEN Arena, local do evento


Escrito por Gui às 16h20
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DIRETO DA EUROPA!
por Guilherme Freitas
Olá amigos, já estou acá em Manchester para a cobertura do Campeonato Mundial de piscina curta de natação. Depois de “eternas” 16 horas viagem já estou acomodado no hotel. A viagem foi tranqüila, assim como a passagem pelos oficiais da imigração.
Sai de São Paulo anteontem à noite, às 20h20, do aeroporto de Guarulhos. Meu vôo foi até Munique, na Alemanha, onde fiz conexão para pegar o avião para a Inglaterra. Foram 11 horas de viagem, apertado em uma poltrona pequena para as minhas dimensões (classe econômica, na primeira classe é só luxo), mas tudo correu bem. Saí de Sampa com uma temperatura média de 16 ºC. Desci em Munique e quando olhei para os termômetros lá estavam: 8 ºC.
Mas quando cheguei na Inglaterra a situação piorou. Estava chovendo, para variar um pouco, e o frio é tremendo, variando de 3ºC a 6ºC. A sensação térmica é que está mais frio ainda. Fazer o que né. Bom pessoal, estou no momento no local da competição e daqui a meia-hora vou sair pro almoço e dar uma volta na cidade, antes de voltar ao hotel. Amanhã tem mais. Por enquanto fiquem com algumas fotos do aeroporto de Munique e da cidade de Manchester.


Escrito por Gui às 09h19
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O QUE ESPERAR DE MANCHESTER-2008
por Guilherme Freitas
A resposta mais óbvia da pergunta acima é que não será uma competição de altíssimo nível mundial. Primeiro porque poucas estrelas da elite da natação estarão em ação. Segundo porque disputar um Mundial de piscina curta quatro meses antes das Olimpíadas não faz parte da preparação olímpica de vários países. Terceiro porque é uma competição isolada, não há outro evento de grande porte me piscina de 25 metros esse ano. E por fim o quarto motivo, porque será disputado na Inglaterra, onde a temperatura média está em cerca de 7°C.
Mas o 9º Campeonato Mundial de piscina curta não será um fracasso. Teremos na piscina grandes nomes da natação atual e atletas cotados ao pódio olímpico em agosto. Nomes como Ryan Lochte, americano e principal rival do super Michael Phelps. Vale a pena ficar de olho em Lochte, campeão e recordista mundial dos 200m costas, porque ele nadará as mesmas provas de Thiago Pereira em Pequim e é quem está mais próximo de Phelps. Além dele os Estados Unidos terão outras feras como Randall Bal, Larsen Jensen e Rachel Komisarz.
A maior equipe, porém será a dos donos da casa. A seleção britânica terá seus holofotes sobre dois nadadores: o veterano Mark Foster e a ascensão Liam Tancock. Foster, de 37 anos, conseguiu o índice para disputar sua quinta Olimpíada e é um dos maiores vencedores da história desse Mundial de curta. Já Tancock bateu recentemente o recorde mundial dos 50m costas e igualou o melhor tempo de Thiago Pereira nos 200m medley, fazendo dele mais um adversário a ser observado. Lembrando que os britânicos definirão seu time olímpico na semana anterior ao Mundial de Manchester.
Não será só os rivais de Thiago Pereira que estarão em ação nas águas de Manchester. César Cielo também poderá observar alguns de seus prováveis rivais na Inglaterra. Um deles é o recordista mundial nos 50m e 100m livre em piscina curta, Stefan Nystrand. O sueco foi ofuscado no Europeu pelo francês Alain Bernard e no Mundial quer voltar aos holofotes. Outros bons velocistas como o quarteto sul-africano Roland Schoeman, Ryk Neethling, Gehard Zanberg e Lyndon Ferns estarão em ação por lá. Destaques para virtuais medalhistas nos Jogos Olímpicos como a velocista holandesa Marleen Veldhuis.
Por fim a seleção brasileira será representada por oito atletas: Fabíola Molina, Felipe Silva, Eduardo Fischer, Guilherme Guido, Fernando Silva, Lucas Salatta, Rodrigo Castro e Eduardo Deboni. As chances de medalhas são pequenas, mas com certeza Fabíola, Guido e os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley masculinos tem chance de beliscar uma final. Para o Brasil o Mundial será mais uma preparação para a Olimpíada.
O Mundial de curta não será um evento fortíssimo como já disse anteriormente, mas creio lá poderemos observar alguns atletas que brilharão em Pequim e tenho certeza que alguns recordes mundiais poderão cair. Além das piscinas e bom ficar de olho nos bastidores. Será no Congresso da Fina, na próxima terça-feira, que será decidido o futuro do revolucionário traje da Speedo, o LZR Racer, responsável por 18 das 19 quebras de recordes mundiais em 2008. Como o dinheiro deve falar mais alto ele provavelmente não será banida, embora haja gente pedindo o fim da nova roupa.
Estarei na cidade inglesa de Manchester cobrindo em tempo real as provas do Campeonato Mundial de piscina curta e convido a todos os leitores do blog a acompanhar o evento no site Best Swimming (www.bestswimming.com.br) e no meu blog (www.guilhermefreitas.zip.net). Bom, prometo também escrever um pouco sobre o que achar interessante na cidade inglesa e postando textos e fotos neste blog aqui. Até a volta.
Praticidade e eficiência inglesa: A MEN Arena (à esquerda) é dentro de uma estação de trem, a Victoria Station
Crédito: Webb Aviation

Escrito por Gui às 11h41
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EM CLIMA DE ELEIÇÃO
por Guilherme Freitas
Estamos entrando novamente em clima de eleição. Com vocês alguns pitacos sobre os assuntos do momento, do terceiro mandato do presidente Lula ao caos do Zimbábue.
Terceiro mandato do Lula
Aprovo sim. Sem nenhum peso na consciência. Se a eleição presidencial fosse hoje e Lula estivesse concorrendo eu votaria nele. Na minha opinião ele está fazendo um bom governo, apesar de alguns momentos negativos. Lula mantém sua popularidade alta porque é o reflexo do povo brasileiro. A maioria da população brasileira se identifica com o presidente, pois grande parte do povo é pobre, não tem diploma universitário, usa expressões populares e comete erros gramaticais como nosso presidente. É ou não é? Esse é apenas um dos fatores que fazem com que Lula seja tão popular. Mas não podemos ignorar os feitos de Lula. Em seu governo o Brasil cresceu economicamente e está resolvendo alguns problemas sociais. Se precisar mudar a Constituição para conseguir isso, tem meu apoio.
Prefeitura paulistana
A eleição nem começou, mas já está pegando fogo. O assunto do momento é o embate entre o prefeito Gilberto Kassab e o ex-governador Geraldo Alckmin. Tudo indica que ambos vão concorrer, o que pode prejudicar uma aliança no 2º turno caso Kassab fique de fora. Melhor para Marta Suplicy que está quietinha no canto dela só vendo o circo pegar fogo. Está parecendo a eleição americana, como Hillary e Obama se matando e McCain crescendo.
Rumo a Casa Branca
E tudo indica que Barack Obama será o escolhido pelos democratas para encarar o republicano John McCain. Hillary Clinton está 10% atrás nas pesquisas e já disse que não vai desistir. Do outro lado, McCain está crescendo e pela primeira vez tem chances reais de vencer a eleição. O que está ajudando o senador republicano são as constantes trocas de ofensas entre a dupla democrata. Hillary está utilizando uma tática suja, tentando queimar Obama para que McCain o supere. Uma pena que não posso votar, se não votaria em Obama.
Outro terceiro mandato
Não é no Brasil, e sim na Colômbia. O presidente Álvaro Uribe está em seu segundo e último mandato e já acenou nos bastidores um terceiro mandato que é ilegal pelas leis colombiana. Para isso ele teria que mudar a Constituição. Aposto que Uribe não terá dificuldades para fazer isso e vai contar com o apoio dos Estados Unidos, seu maior aliado. Não passa pela cabeça (oca) de Bush deixar a presidência colombiana nas mãos de um simpatizante de Hugo Chavez.
Confusões em Zimbábue
A eleição ocorreu no domingo e até agora não saiu um vencedor. O ditador Robert Mugabe e o opositor Morgan Tsvangirai duelaram nas urnas, na eleição mais equilibrada da história do país em 20 anos. O Zimbábue, vizinho da África da Sul, é um país que enfrenta a pior crise econômica da sua história com picos de 100.00% de inflação e um PIB negativo de 6%.
Abaixo o presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva e o postulante a prefeito Geraldo Alckmin
Crédito: Divulgação

Escrito por Gui às 23h52
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SÃO PAULO JÁ PAROU!
por Guilherme Freitas
Sejamos sinceros e não orgulhosos como grande parte dos paulistanos. São Paulo já parou faz tempo. Não estou falando de desenvolvimento, e sim do trânsito infernal desta cidade. Não é de hoje que o trânsito paulistano está terrível como todo mundo está falando por ai. Há anos existem congestionamentos monstruosos, milhões de veículos e prefeitos dizendo que vão resolver o problema. Só que entra ano, sai ano, ninguém dá jeito neste caos. Será que só agora que São Paulo atingiu os 6 milhões de veículos o problema deve ser resolvido?
Ele já deveria ter sido solucionado há muito tempo. Porém, como todo o brasileiro deixamos para resolver as coisas sempre depois. Deu no que deu. Se há anos atrás existissem projetos para aliviar o trânsito e investimentos nos transportes coletivos não estaríamos hoje nessa situação dramática. Há poucos anos atrás a prefeitura começou a investir nos ônibus, aposentando os cacarecos e colocando nas ruas veículos mais novos. Mesmo assim a frota é pequena para atender uma população gigantesca. O metrô então, sempre lotado e saturado. Poderiam privatizá-lo logo. Se depender no governo do estado estamos fritos. Já sobre a CPTM é melhor nem comentar. Tudo isso citado acima é um incentivo ao uso do carro.
Mas o próprio paulistano tem culpa nesse problema. Já cansei de ouvir que para São Paulo não parar temos que privilegiar o transporte público. Acho que isso é fundamental, mas me pergunto: imagine se o transporte de São Paulo fosse como o de uma Paris ou Londres, os paulistanos deixariam seus carros em casa para andar de metrô, trem ou ônibus? Duvido muito que isso aconteceria. Duvido que muitos trocariam seus carros confortáveis por um banco de ônibus.
Em São Paulo ter carro é sinônimo de status. Se você tem carro, você é alguém. Se você tem um carro importado ou uma caminhonete 4x4, você é mais foda ainda. Se você anda de “busão”, você não é ninguém. Acho simplesmente ridículo um sujeito se enfiar em dívidas para comprar um carro melhor do que o vizinho, para dizer “tenho um carro melhor que você”. Uma besteira. Esse pensamento mesquinho ajuda nos congestionamentos da cidade e muita gente daqui não está nem ai.
Claro que ter um carro é importante, não estou condenando isto. Em uma emergência você pode contar com seu carro para ir a lugares inacessíveis por ônibus e metrôs. Porém muitas vezes o jeito egoísta de pensar do paulistano acaba prejudicando a ele próprio. Existem pessoas que moram do lado do metrô e trabalham ao lado de outra estação. Preferem se aventurar no trânsito a pegar o metrô. Esse sentimento de individualismo é ruim e mostra bem como é a nossa cidade. Se até no dia de deixar o carro em casa, 22 de setembro, o pessoal sai por ai de carro, como vamos mudar a mentalidade paulistana?
Acho muito difícil São Paulo resolver o problema do trânsito em curto prazo. É preciso estudar, mapear toda a cidade e fiscalizar. Porém existem contratempos como acidentes, chuvas, alagamentos, entre outros. Não é fácil administrar uma cidade tão grande como essa. Mas o alto número de veículos (um carro para dois habitantes) assusta. Todos os moradores de São Paulo devem agora colaborar para que esse problema comece a ser resolvido. Se pudermos diminuir o número de carros nas ruas já é um começo.
Quando será que isso aqui vai melhorar?
Créditos: Divulgação

Escrito por Gui às 17h39
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Toque de classe com: André Kfouri
Por James Freitas
Kfouri um sobrenome de peso no esporte nacional, não é fácil herdar esse nome tendo em vista que o pai Juca Kfouri é um dos maiores nomes da crônica esportiva brasileira. André Kfouri, filho do mestre Juca, começou carreira em 1993, como rádio-escuta, na Rádio Jovem Pan de São Paulo decidiu logo cedo o que a profissão que queria seguir pelo resto da vida, ser jornalista esportivo! Desde 1995 trabalha como repórter da ESPN Brasil. Atualmente André é um jornalista maduro trabalha em diversos âmbitos do esporte, o programa “The book is on the table” que vai ao ar todas sexta-feria, as 20h, apresentado por André ao lado de Paulo Antunes e Everaldo materializa bem o conceito da diversidade esportiva. Além do programa, André participa como repórter em vários programas da casa, mantém um blog atualizado diariamente onde sempre conversa com os internauras sobre os principais acontecimentos do mundo esportivo, http://blogol.blig.ig.com.br e por último é colunista do Lance!
Ele vive o dia a dia nos clubes melhor do que nós,vai ao CTs dos maiores clubes brasileiros com freqüência, conhece técnicos, cartolas, jogadores e o mundo dos bastidores do futebol. Tenho o prazer de conversar com André Kfouri para tentar explorar os detalhes do cotidiano do nosso clube de coração, confira a entrevista com um dos melhores repórteres esportivos da nova geração

JF: Você vive o dia a dia nos clubes melhor do que todos nós, sendo assim, gostaríamos de saber na sua visão o que diferencia o São Paulo no quesito estrutura dos outros clubes brasileiros? Quem você acha que mais se aproxima do São Paulo nesse quesito?
André: Falando de estrutura física, ou seja, de instalações, o São Paulo está muito bem servido com seus CTs (o da Barra Funda, para os profissionais, e o de Cotia, para a base). Hoje, outros clubes têm centros de treinamentos semelhantes e até mais modernos, mas é preciso lembrar que o São Paulo tem o que tem há muito tempo. Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Atlético Paranense são exemplos de clubes que se estruturaram muito bem. Mas também é preciso lembrar que, para construir esse tipo de lugar, basta ter vontade e dinheiro. O que diferencia um clube de outro é como essa estrutura é utilizada, e isso é feito por pessoas. O São Paulo sempre teve profissionais competentes, sempre investiu no lado humano do trabalho no futebol. É isso que faz, por exemplo, jogadores que atuam fora do Brasil escolherem o clube para fazer fisioterapia em recuperação de lesões. Não são os aparelhos, que também estão presentes nas salas de fisioterapia de outros clubes.
Carlos Alberto, Fábio Santos, Adriano são alguns jogadores que tem contrato até o meio do ano com o São Paulo. Você acredita que em Julho o São Paulo viverá mais uma fase de oscilação com a possível perda desses jogadores? Existe hoje especulações sobre as possíveis peças de reposição para essas vagas?
André: Foram jogadores contratados para a Copa Libertadores, ainda que os contratos de alguns deles tenham opções de renovação do emprétimo e/ou prioridade de compra dos direitos. É certo que o clube terá de buscar substitutos para os que saírem.
Carlos Alberto é a peça-chave para substituir Leandro e fazer a bola passar pelo meio-campo? Ou Éder Luis e Dagoberto também podem executar essa função?
André: Carlos Alberto é um jogador de articulação no meio-de-campo. Éder Luis e Dagoberto são mais ofensivos. Não acho que Carlos Alberto seja o substituto de Leandro, que também executava funções (como, por exemplo, marcar o volante adversário ou cobrir avanços do lateral-direito) defensivas fogem às características de C. A..
Conversei pessoalmente com o presidente Juvenal Juvêncio há menos de duas semanas e quando questionei sobre reforços ele apenas deu uma grande gargalhada. Gostaria de saber se você tem alguma informação sobre a possível vinda de reforços para a segunda fase da Libertadores?
André: Do presidente do São Paulo, é difícil arrancar este tipo de informação. Juvenal Juvêncio entende de futebol, e do meio do futebol. Não sei te responder o que ele está planejando.
Alguns dizem que a demora pelo "acerto" no time do São Paulo deve-se a um formato de jogo versátil que Muricy está tentando formar. Um exemplo disso é Hernanes que começa o jogo atuando como volante e em algumas situações termina como meia-atacante. Outro exemplo é Jorge Wagner que já admitiu ter atuado em até três posições durante uma partida. Isso pode ser a "arma" do São Paulo para vencer a Libertadores? Quando esse time irá de fato "engrenar"?
André: Além de qualidade, a arma de qualquer time para vencer a Libertadores é a criação de uma identidade. Isso é mais importante do que variações táticas, que dependem apenas de treinamento e da vontade do treinador. Para mim, a capacidade do Muricy é indiscutível. Ele é um técnico provado. Mas essa identidade, o São Paulo ainda não mostrou em 2008.
Você acredita que a "unidade" no elenco do São Paulo? O time está fechado e determinado para alcançar os objetivos?
André: Isso não existe. O que existe são times que funcionam dentro de campo. Quando um jogador fala que "o grupo está unido", ele não quer dizer que vão todos jantar juntos após o treino. Quer dizer que a maioria dos jogadores está remando na mesma direção, que o objetivo coletivo é prioridade.
Se possível defina as seguintes pessoas, colocando também suas expectativas quanto o trabalho dessas pessoas para a temporada de 2008:
· Juvenal Juvêncio: Um cartola que entende de bola.
· Luis Alberto Rosan: Autoridade no que faz.
· Muricy Ramalho: Trabalhador, obstinado e competente
· Milton Cruz: Ótimo olho para contratações.
Qual sua análise sobre o futebol apresentado pelo Adriano no São Paulo até o momento? Você acredita que ele pode ser o "salvador tricolor" ou melhor, você acredita que ele possa "fazer a diferença" nos momentos decisivos?
André: Adriano tem uma ótima oportunidade de recuperar sua imagem, jogando, principalmente, a Libertadores pelo São Paulo. Os episódios recentes (falta de profissionalismo, atraso, desrespeito a funcionários do clube) mostraram que ele ainda não entendeu isso. Mas a atuação contra o Audax foi um sinal de que ele se importou com a repercussão dos acontecimentos. Só depende dele.
Falando sobre a COPA de 2014 no Brasil e pensando exclusivamente no Morumbi, Você que já teve experiência em competições internacionais de alto nível, acredita ser possível adequar o Morumbi aos padrões necessários para receber uma Copa do Mundo? Qual a avaliação que você faz do projeto apresentado pelo São Paulo para a Copa?
André:É possível adequar o Morumbi, sim. E o projeto do São Paulo é muito bom. Mas isso não significa muita coisa em termos de assegurar um jogo da Copa do Mundo. É claramente uma questão política. Por enquanto, o compromisso da CBF com a cidade de São Paulo é com o Morumbi. Mas ainda faltam seis anos para a Copa.
O que te motiva a enfrentar dezenas de viagens, pouco tempo com a família em pró do jornalismo esportivo? Qual é seu grande fascínio pela profissão, o que te faz acordar e atuar da forma como você atua em frente das telas da ESPN e na coluna do Lance?
André: Eu tive a sorte de descobrir, muito cedo, o que queria fazer da vida. E tenho mais sorte ainda de poder fazer exatamente isso. Há um preço a ser pago, que é a distância da família e, muitas vezes, a falta de tempo para o convívio social com amigos. O que me faz acordar e ir trabalhar todos os dias é a paixão pelo que faço, que é incondicional. É lógico que há dias ruins, pessoas piores. Mas é uma vida que eu não troco por nada.
Para finalizar gostaria de saber qual a reportagem ou momento no jornalismo que mais te emocionou? Qual foi até hoje a sua melhor entrevista?
André:A melhor entrevista eu não vou conseguir escolher. E em termos de momentos emocionantes, ficarei com um mais ou menos recente. Foi no dia em que a Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2006, contra a Croácia, em Berlim. O Estádio Olímpico é uma obra de arte, uma coisa maravilhosa de ver. Mais ou menos uma hora antes do jogo começar, eu andava pelo anel intermediário, procurando um banheiro. Foi quando vi um pôr-do-sol espetacular, e duas filas enormes de pessoas entrando no estádio pelo portão principal. Uma fila era predominantemente verde e amarela, e a outra, branca e vermelha. Aí pensei na coisa maravilhosa que é o futebol e no privilégio de estar ali. Copa do Mundo, um estádio fantástico, um pôr-do-sol de cinema. Não havia outro lugar no mundo em que eu preferia estar, e a felicidade só não era total porque minha família estava longe. Liguei para a minha mulher e deixei um recado. Chorei um pouco, lavei o rosto e fui trabalhar.
Escrito por Equipe Comunicado.zip.net às 20h37
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CINCO ANOS DE SANGUE E PREJUÍZO
por Guilherme Freitas
Na quarta-feira completaram-se cinco anos da invasão americana no Iraque. Era 19 de abril de 2003, quando as primeiras bombas sacudiram Bagdá. Medo, pânico e desesperos tomaram as ruas da capital iraquiana, capital da antiga Babilônia. Nos dias seguintes após a tomada da cidade o saldo da invasão era visto: civis mortos, feridos em estado grave, casas destruídas e relíquias de um museu afetadas. Não demorou muito para os soldados da coalizão liderada pelos Estados Unidos começarem a sentir os golpes dos ataques dos rebeldes. Muitos morreram e outros ficaram deformados. Mas muita coisa aconteceu neste cinco anos. Casos de tortura em prisões, captura e morte de Saddam Hussein e atentados aos montes. Nada melhor do que escrever isso hoje, Sexta-feira Santa, o dia em que Jesus Cristo morreu e onde muito sangue foi derramado. E muito sangue banhou as terras iraquianas nessa meia década.
Nesses cinco anos já morreram quase 4.000 soldados americanos além de outras centenas de soldados da coalizão. Os soldados feridos são muitos, alguns deles com deformações e problemas físicos incuráveis. Outros com a cabeça afetada, tornando-se doentios e totalmente desequilibrados. O trauma psicológico da Guerra do Iraque não afetou apenas os americanos. E os iraquianos então? Que foram praticamente massacrados por bombas e expulsos de suas casas. O número de civis mortos nesse conflito não é certo, mas não duvido que cerca de 1 milhão de iraquianos já tenham perecidos. Por mais que Saddam fosse uma pessoa ruim, Bush jamais deveria ter invadido o Iraque dizendo que seu rival tinha ligações com a Al-Qaeda e armas de destruição em massa. A Guerra do Iraque foi construída com uma mentira, mas seus resultados são a mais pura verdade.
Além de todo esse sangue derramado os Estados Unidos, principais responsáveis pela invasão estão tendo prejuízos. Só estão tendo prejuízo. Após os atentados de 11 de Setembro o patriotismo americano influenciou o governo da Casa Branca a atacar o Iraque, do inimigo Saddam Hussein. No começo a maior parte da população apoiava a intervenção armada, mas aos poucos a opinião começou a mudar e a rejeição a Guerra do Iraque e ao presidente Bush a aumentar. Hoje o republicano não atinge nem 40% de popularidade. Os americanos viram que além de quase 4.000 vidas de soldados perdida, a economia da nação mais forte também iria sofrer. Hoje os Estados Unidos estão à beira da recessão econômica e a Guerra do Iraque foi uma das grandes responsáveis, sem falar da invasão do Afeganistão.
Vamos ver pelos números desse conflito. Até o momento os gastos nesse conflito foram de aproximadamente US$ 500 bilhões. Só esse ano os Estados Unidos devem gastar US$ 200 bilhões no conflito. Além de dinheiro para a manutenção das tropas, dos equipamentos e assistências no Iraque, o governo ainda tem que pagar US$ 500 mil a cada família de soldado morto. Depois o Sr. presidente George W. Bush ainda tem vergonha na cara de vir a público e dizer que a missão no Iraque está sendo cumprida e que tudo esta sob controle.
O custo total dessa guerra caso ela termine daqui a mais ou menos uma década será de aproximadamente US$ 3 trilhões. Isso mesmo: 3 TRILHÕES DE DÓLARES. Uma grana violenta, que poderia ser aproveitada de outra forma. Imagine esse dinheiro sendo investido em pesquisas científicas e medicinais, em como controlar o aquecimento global, em erradicar a pobreza, a fome e a desigualdade do mundo. E ainda ia sobrar muito. Mas como o homem é o animal mais ignorante, egoísta e estúpido de todos, preferimos nos matar a que nos ajudar. Morto na última terça-feira, o escritor britânico Sir. Arthur C. Clark, autor do premiado “2001: uma odisséia no espaço” dizia acreditar que existe vida fora da Terra. “O Universo está cheio de vida inteligente. Só que ela é inteligente o bastante para não vir até aqui”, disse Clark. Brilhante conclusão. Merecemos o mundo e o sofrimento que temos.
Abaixo uma cena que representa bem esses cinco anos da Guerra do Iraque
Créditos: Getty Images

Escrito por Gui às 12h52
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